O ano lectivo de 2026 terá início no dia 27 de Fevereiro, em todo o território nacional, após o Governo decidir adiar o arranque das aulas devido às cheias e inundações que afectaram gravemente várias regiões do País, com destaque para as províncias de Maputo e Gaza.
Inicialmente previsto para 30 de Janeiro, o início do ano lectivo foi adiado em consequência da situação calamitosa provocada pelas inundações, que afectaram 427 mil 289 alunos, 9 mil 204 professores e pelo menos 431 escolas públicas.
A decisão foi anunciada durante a sessão do Conselho de Ministros realizada esta terça-feira, na cidade de Xai-Xai. Segundo o Governo, das 13 mil 771 escolas públicas existentes no País, entre primárias e secundárias, 431 foram afectadas, sendo que 281 salas de aula estão totalmente destruídas, 80 escolas funcionam actualmente como centros de acolhimento e 218 encontram-se sitiadas pelas águas.
O levantamento preliminar, referente ao período de 9 a 26 de Janeiro, indica ainda que 167 sanitários escolares foram destruídos, dos quais 82 na totalidade. A situação continua crítica, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza, onde extensas áreas e infra-estruturas permanecem alagadas.
Face a este cenário, o Conselho de Ministros decidiu adiar o início do ano lectivo para 27 de Fevereiro de 2026, com o arranque efectivo das aulas marcado para o dia 2 de Março, conforme explicou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.
O Executivo deliberou igualmente a anulação das dívidas de consumo de água acumuladas entre Outubro e Dezembro de 2025 nas escolas que funcionam como centros de acomodação. Além disso, estas instituições estarão isentas do pagamento de água entre Janeiro e Março do corrente ano.
No mesmo contexto, os contadores de energia eléctrica pré-pago dessas escolas serão substituídos por contadores pós-pago, cujos custos serão assumidos pela Electricidade de Moçambique, com o objectivo de garantir o funcionamento adequado dos centros de acolhimento.
Segundo dados oficiais, as inundações já causaram a morte de 12 pessoas, deixaram 45 feridos e quatro desaparecidos. No total, 692 mil 522 pessoas, correspondentes a 151 mil 962 famílias, foram afectadas.
A reunião do Conselho de Ministros em Xai-Xai teve como objectivo prestar apoio e solidariedade às vítimas das cheias, avaliar no terreno os danos causados às infra-estruturas públicas e privadas e definir directrizes para o Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias.
