Mais de 594 mil pessoas foram afectadas por cheias e inundações em quase todo o país, entre 21 de Dezembro de 2025 e 19 de Janeiro de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com o balanço oficial, o fenómeno resultou em 11 óbitos, um ferido e um desaparecido, além de 111.937 famílias afectadas, maioritariamente nas regiões Centro e Sul do país.
As chuvas intensas provocaram danos significativos em infra-estruturas sociais, com destaque para mais de 4.400 casas parcialmente destruídas, 1.603 casas totalmente destruídas e 72.456 residências inundadas. O sector da educação também foi severamente impactado, com mais de 13 mil alunos afectados, 61 escolas danificadas e 108 salas de aula inutilizadas.
No sector produtivo, as cheias afectaram mais de 104 mil hectares de área agrícola, dos quais 37 mil hectares foram totalmente perdidos, comprometendo o sustento de mais de 47 mil agricultores. Registou-se ainda a morte de mais de 34 mil animais, entre bovinos, caprinos e aves.
Para acomodar as famílias deslocadas, foram abertos 77 centros de acomodação, acolhendo mais de 68 mil pessoas, enquanto outros permanecem activos em várias províncias.
Entretanto, o impacto cumulativo da época chuvosa e ciclónica 2025/2026, iniciado a 1 de Outubro, revela um cenário ainda mais grave, com mais de 645 mil pessoas afectadas, 112 mortes e danos extensos em habitações, estradas, escolas e áreas agrícolas.
As autoridades continuam a monitorar a situação e apelam à população para o cumprimento das recomendações de segurança, face à manutenção do risco de cheias e inundações em várias bacias hidrográficas do país.

