Lutero Simango denuncia exclusão de deputados do MDM no Búzi e alerta para riscos à unidade nacional

 


O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, considera grave o impedimento de deputados do partido de exercerem as suas funções no distrito de Búzi, província de Sofala, classificando o acto como uma ameaça à unidade nacional e à confiança política que se pretende construir no país.

Segundo Lutero Simango, os deputados do MDM foram impedidos de dar a sua contribuição tanto na qualidade de representantes do povo como enquanto membros do partido, uma situação que, no seu entender, levanta sérias dúvidas sobre a inclusão política em Moçambique.

“O que aconteceu na província de Sofala, no distrito de Búzi, em que os nossos deputados foram negados de dar a sua contribuição como deputados e membros do partido, levanta a questão: será que o país tem duas lideranças políticas? Será que a zona sul é mais inclusiva do que a zona centro?”, questionou.

Para o líder do MDM, este tipo de atitude enfraquece os esforços de consolidação da unidade nacional e compromete a confiança política entre os actores do sistema democrático.

Lutero Simango apelou ainda ao Presidente da República para que intervenha no caso, defendendo a responsabilização dos envolvidos.

“Espero que o Presidente da República reflicta e tome a decisão de suspender os indivíduos que impediram o cumprimento da acção do MDM no distrito de Búzi”, afirmou.

O presidente do MDM advertiu que, caso não haja uma resposta clara das autoridades, o sucedido poderá ser interpretado como uma estratégia política para criar a aparência de um processo inclusivo, quando, na prática, essa inclusão não se verifica.

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